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domingo, 2 de novembro de 2014

Três Imagens do Contrato Social: Estado, Moralidade, e Direitos Humanos (2014)

Resumo: Este artigo examina três diferentes “imagens” do contrato social. A primeira diz respeito às razões para aceitarmos a existência de uma autoridade política que tenha o poder e a legitimidade de criar leis e impor sanções aos seus cidadãos. A segunda imagem trata das razões para aceitarmos as exigências da moralidade e para a aquisição de um senso de justiça. A terceira imagem do contrato social diz respeito a razões para o estabelecimento de limites de atuação do Estado na vida dos indivíduos. Esses limites são caracterizados em termos de direitos humanos. A terceira imagem do contrato social esclarece em que sentido direitos humanos são universais, mas nega que existam direitos inatos ou direitos naturais.

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© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de: "Três imagens do contrato social: Estado, moralidade, e direitos humanos". In: Filosofia Unisinos. 2014, vol. 15, n. 2, p. 100-115.
doi: 10.4013/fsu.2014.152.02

quarta-feira, 25 de julho de 2012

"What is become of the rights of men? Are you the only men who have rights?" Moral contractarianism and the legitimation of universal human rights (2012)

Abstract: In this article I advance an account of human rights as individual claims that can be justified within the conceptual framework of social contract theories. The contractarian approach at issue here aims, initially, at a justification of morality at large, and then at the specific domain of morality which contains human rights concepts. The contractarian approach to human rights has to deal with the problem of universality, i.e. how can human rights be 'universal'? I deal with this problem by examining the relationship between moral dispositions and what I call 'diffuse legal structure'.





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© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de: "What is Become of the Rights of Men? Are You the Only Men who Have Rights? Moral Contractarianism and the Legitimation of Universal Human Rights". In: 25th IVR World Congress Law Science and Thechnology, Paper Series No. 025, 2012, Series B, 16 p.

URN: urn:nbn:de:hebis:30:3-248833

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Die kontraktualistische Begründung der Menschenrechte (2011)

Resumo: Diversas teorias na tradição do contato social partem da premissa segundo a qual indivíduos seriam sujeitos de certos "direitos naturais". Essas teorias procuram determinar, através da ideia do contrato, quais princípios políticos deveriam ser adotados para que os "direitos naturais" dos indivíduos possam ser efetivamente defendidos no contexto de uma sociedade política. A partir do século XVIII a ideia de "direitos naturais" passou a ser cada vez mais compreendida em termos de "dirieitos humanos". Contudo, as teorias do contrato social da época moderna eram, antes de mais nada, teorias políticas, e não teorias morais. A ideia de "direito natural", ou de "direitos humanos", não é realmente fundamentada nessas teorias, mas, antes, tomada como um pressuposto. É apenas a partir da segunda metade do sécuo XX que surgiram teorias do contrato social que procuram fundamentar a própria moralidade.


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Este trabalho foi apresentado no "25th IVR World Congress of Philosophy of Law and Social Philosophy: Law, Science, Technology", em agosto de 2011 na cidade de Frankfurt. O texto PDF disponibilizado aqui corresponde ao resumo publicado nos anais do congresso. Uma versão completa e mais elaborada do mesmo trabalho foi posteriormente publicada sob o título What is become of the rights of men? Are you the only men who have rights?" Moral contractarianism and the legitimation of universal human rights, e disponibilizada nesta postagem de 2012

© Como citar este resumo publicado em anais de congresso:
ARAUJO, Marcelo de: "Die kontraktualistische Begründung der Menschenrechte". In: 25th IVR World Congress of Philosophy of Law and Social Philosophy: Law, Science, Technology, 15-20 August 2011. Frankfurt, Germany, 2011, p. 325-326.

domingo, 4 de dezembro de 2011

A Fundamentação Contratualista dos Direitos Humanos (2010)

O objetivo deste texto é mostrar como a teoria moral contratualista, tal como ela tem sido discutida por alguns de seus defensores contemporâneos, pode ser estendida a uma fundamentação dos direitos humanos. Essa fundamentação dos direitos humanos que proponho aqui não envolve o recurso a teses metafísicas ou à suposição bastante problemática de que existam coisas como "direitos naturais". 

Este capítulo de livro foi originalmente publicado como artigo na revista Ethic@, em 2009.



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© Como citar este capítulo de livro:
ARAUJO, Marcelo de: "A Fundamentação Contratualista dos Direitos Humanos". In: Giovani M. Lunardi / Márcio Secco (Orgs.). A Fundamentação Filosófica dos Direitos Humanos. Florianópolis: EDUFSC / Série ETHICA. p. 123-142, 2010. (ISBN 978-85-328-0520-1).

A Fundamentação Contratualista dos Direitos Humanos (2009)

  
Resumo: Este artigo é o resultado de uma pesquisa iniciada em 2007 na Universidade de Konstanz, Alemanha, com uma bolsa da Fundação Humboldt. Nela procuro estender algumas ideias desenvolvidas no âmbito da teoria moral contratualista à fundamentação filosófica dos direitos humanos. Discuto inicialmente a crítica de Jeremy Bentham às denominadas teorias dos "direitos naturais". Retenho da crítica de Bentham a suposição fundamental segundo a qual todos os direitos são direitos positivos: não existem direitos naturais. Contudo, contra Bentham, procuro mostrar que, ainda assim, é possível apresentarmos uma teoria sobre direitos humanos a partir do quadro conceitual de algumas versões da teoria moral contratualista.


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© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de: "A Fundamentação Contratualista dos Direitos Humanos". In: Ethic@ (UFSC), v. 8, 2009, p. 9-23.

Observação: Uma versão preliminar deste artigo foi apresentada em novembro de 2007, na Universidade de Frankfurt, a convite do Prof. Matthias Lutz-Bachmann, do Institut für Philosophie der Johann Wolfgang Goethe Universität Frankfurt. O texto em alemão desta conferência está disponível no link abaixo.

© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de: "Die Institutionalisierung der Menschenrechte in der internationalen Politik: ein neuer Gesellschaftsvertrag?". Evento organizado por Prof. Matthias Lutz-Bachmann, Institut für Philosophie der Johann Wolfgang Goethe Universität Frankfurt, Kolloquium 2007, 18 p.

Contratualismo, Disposições Morais e Direitos Humanos (2009)

ResumoResumo de trabalho apresentado em apresentado I Simpósio Internacional Principia: Charles Darwin e seu Impacto na Filosofia da Ciência, realizado em Florianópolis, 2009. O trabalho teve como objetivo discutir algumas questões relacionadas à fundamentação dos direitos humanos no quadro conceitual de uma teoria do contrato social.






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© Como citar este texto:
ARAUJO, Marcelo de: "Contratualismo, Disposições Morais, e Direitos Humanos". In: Resumos do VI Simpósio Internacional Principia: Charles Darwin e seu Impacto na Filosofia da Ciência, Florianópolis, UFSC, 2009, p. 63-63.

Multilateralismo e Governança: A Institucionalização Difusa dos Direitos Humanos no Contexto da Política Internacional (2007)

Resumo: Na primeira parte deste artigo mostro por que razões o discurso sobre os direitos humanos, na segunda metade do século 20, foi inicialmente visto com grande ceticismo em sua capacidade compelir os Estados a um algum tipo de conduta moral no âmbito das relações internacionais. Em seguida, na segunda parte, examino as razões pelas quais, com final da Guerra Fria, esse mesmo tipo de ceticismo começou a recrudescer. A tese que defendo é a de que a interconexão crescente entre os vários atores das relações internacionais – incluindo atores não-estatais – tem contribuído para o surgimento um sistema de normas descentralizadas no contexto do qual o discurso sobre o conceito de direitos humanos pode ser justificado sem nos comprometermos com idéias metafísicas tais como leis e direitos naturais.

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© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de: "Multilateralismo e Governança: A Institucionalização Difusa dos Direitos Direitos Humanos no Contexto da Política Internacional". In: Ethic@ (UFSC), v. 6, 2007, p. 109-131.

Existe um Direito Fundamental de Morrer? A Questão da Moralidade do Suicídio Assistido (2007)


© Resumo: Em que medida um indivíduo pode legitimamente reivindicar do poder público o direito de ser auxiliado, por um outro indivíduo, em sua tentativa de implementar sua decisão de pôr um fim à própria vida? Nas últimas décadas tem havido um debate crescente sobre a moralidade e legalidade do denominado suicídio assistido. Neste artigo, apresento um argumento em favor da legitimidade deste tipo de reivindicação através de um exame dos conceitos de “direitos fundamentais” e de “vida digna”. Procuro também mostrar que é problemática a distinção conceitual entre "eutanásia passiva", "eutanásia ativa", e "ortotanásia". Por fim, mostro que a nova legislação brasileira em torno desse tema, a despeito de alguns avanços, não é capaz de satisfazer de modo adequado o princípio fundamental de respeito à dignidade da pessoa.

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© Como citar este capítulo de livro:
ARAUJO, Marcelo de: "Existe um Direito Fundamental de Morrer? A Questão da Moralidade do Suicídio Assistido". In: Sidney Guerra. (Org.). Questões Emergentes dos Direitos Humanos. Campos: FDC Faculdade de Direito de Campos, 2007, vol. 2, p. 383-406.