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domingo, 4 de dezembro de 2011

Disposições Morais e a Fundamentação da Moralidade a partir da Perspectiva Contratualista (2008)

Resumo: O objetivo deste artigo é elucidar o conceito de disposições morais a partir de uma perspectiva contratualista. Tenho especialmente em vista o tipo de teoria moral contratualista defendida por David Gauthier. Meu objetivo é mostrar que a tese segundo a qual, por interesse próprio, seria racional para um indivíduo “escolher” se tornar uma pessoa movida por um senso de justiça deve ser compreendida em termos da racionalidade de uma escolha pela criação e pelo fomento às instituições que estão na origem da formação de nossas disposições morais.



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© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de: "Disposições Morais e a Fundamentação da Moralidade a partir da Perspectiva Contratualista". In: Cadernos de Ética e Filosofia Política (USP), v. 12, 2008, p. 7-20.

Razões e Normatividade: Uma entrevista com Peter Stemmer (2008)


Resumo: Nesta entrevista, o filósofo Peter Stemmer, da Universidade de Konstanz, Alemanha, discute algumas questões relativas à natureza da moral e da normatividade.









© Como citar este texto:
Original em alemão:
ARAUJO, Marcelo de / STEMMER, Peter: "Gründe und Normativität: Ein Interview mit Peter Stemmer". Florianópolis: Revista Ethic@ / UFSC, v. 7, p. 115-122, 2008.


Tradução publicada no mesmo número da revista:
ARAUJO, Marcelo de / STEMMER, Peter: "Razões e normatividades: uma entrevista com Peter Stemmer". Florianópolis: Revista Ethic@, UFSC, v. 7 

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Peter Stemmer é também autor de um artigo intitulado "Contratualismo Moral", que traduzi junto com Dário Alves Teixeira. O texto de Peter Stemmer está disponível no link abaixo:

STEMMER, Peter: "Contratulismo Moral", (trad. Marcelo de Araujo e Dário Alves Teixeira), in Ethica, 2002, vol. 9, p. 203-226. PDF ]

Contratualismo Moral, Disposições Morais, e Escolhas Racionais (2008)

Resumo: O contratualismo moral (CM) é um tipo de teoria moral que toma como pressuposta uma concepção de racionalidade prática compreendida em termos de maximização da utilidade. Uma escolha é racional na medida em que ela contribui para a maximização dos interesses ou preferências de um indivíduo. Contudo, para o CM, uma escolha racional não visa à realização de uma “ação” específica, mas a uma “disposição” em função da qual escolhas ulteriores serão realizadas. Um dos principais objetivos do CM moral é mostrar que, por uma questão de maximização da utilidade, seria racional “escolher” ser movido por um tipo de disposição que leva o indivíduo a restringir a maximização irrestrita do próprio interesse de modo a poder acomodar os interesses de outros indivíduos. No entanto, uma objeção com a qual o CM tem de lidar é a seguinte: como é possível fazermos uma “escolha” por um tipo de disposição? É possível realizarmos uma ação moral específica como, por exemplo, salvar uma criança se afogando. Mas não é claro como seria possível escolher se tornar uma pessoa moral, i.e. um tipo de pessoa disposta, por exemplo, a arriscar a própria vida para salvar uma criança em uma situação de perigo. Minha intenção é apresentar uma versão do CM capaz de dar uma resposta satisfatória a esse problema. Minha hipótese é que a “escolha” por um tipo de disposição deve ser compreendida em termos de um “endosso” e “apoio” às instituições que permitem, no indivíduo, a emergência de disposições morais.

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[ site da anpof ]

© Como citar este texto:
ARAUJO, Marcelo de: "Contratualismo moral, disposições morais, e escolhas racionais". In: Livro de Atas do XIII Encontro Nacional da ANPOF, Canela, 2008, p. 445.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Relações anafóricas podem ser explicadas através de princípios pragmáticos? Um argumento contra a teoria de Stephen Levinson (2008)

Resumo: Este artigo apresenta um argumento contra a tese de Stephen Levinson segundo a qual relações anafóricas poderiam ser integralmente explicadas por meio de princípios pragmáticos. 

O argumento consiste basicamente em chamar atenção para a constatação de que qualquer "implicatura conversional" (conversional implicature) é cancelável. Esse fato parece não ser levado em consideração na abordagem pragmatista sobre o problema das relações anafóricas proposta por Levinson. Eu me concentro especialmente em relações anafóricas em sentenças que envolvem o uso de pronomes reflexivos. 

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© Como citar este artigo: 
ARAUJO, Marcelo de: "Relações anafóricas podem ser explicadas através de princípios pragmáticos? Um argumento contra a teoria de Stephen Levinson". In: Cadernos de Estudos Lingüísticos (UNICAMP), v. 50, 2008, p. 7-11.