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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Cyberwar, political realism, and world state (book chapter / 2018)

Does cyberwar require a new just war theory or could traditional just war theories be deployed in order to address the threat posed by cyberwar? In this book chapter argue that the unprecedented technological achievements since the end of World War II down to the information revolution of our own time have rendered traditional just war theories obsolete. 

Our greatest challenge nowadays is not so much that of thinking of principles of justice to be applied within the system of states. The greatest challenge is to think of an alternative to the structure of the system of states within which we currently live and which constrains us to advance just war theories in the first place.

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© How to cite:
Araujo, Marcelo de. 2018. "Cyberwar, political realism, and world state". In: From Social to Cyber Justice: Critical Views on Justice, Law and EthicsOliveira, Nythamar; Hrubec, Marek; Sobottka, Emil (eds.). Prague and Porto Alegre: Filosofia (Institute of Philosophy of the Academy of Sciences of the Czech Republic) and PUC-RS, pp. 387-398. (ISBN 978-80-7007-515-9).

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Passado e presente do debate sobre a ética do aprimoramento cognitivo no Brasil: Da "Mocidade Pervitínica" à "Geração Ritalina" (capítulo de livro / 2018)

Qual é a contribuição que filósofos brasileiros poderiam dar para a discussão de questões de política pública? Em junho de 2017 diversos pesquisadores brasileiros da área de filosofia se reuniram em Florianópolis para tratar desse tema. O evento foi promovido pelo Departamento de Filosofia da UFSC e contou também com a participação de Roger Crisp, da Universidade de Oxford. O resultado de nossos debates é esse livro, organizado por Darlei Dall'Agnol e outros colegas.

No capítulo que preparamos para essa coletânea, Patrícia Fachin e eu discutimos o debate recente sobre o uso de medicamentos para fins de aprimoramento cognitivo. Muitos jovens, que não apresentam nenhum quadro clínico que exija algum tipo de tratamento, vêm fazendo uso de remédios com o objetivo de se concentrarem melhor nos estudos ou para obter um desempenho melhor em provas e concursos.

Mas diferentemente do que se poderia talvez imaginar, essa prática não é nova no Brasil. Nas décadas de 1950 e 1960 estudantes que se preparavam para o vestibular costumavam recorrer a um estimulante conhecido na época como Pervitin para enfrentar longas horas de estudo. O objetivo deste capítulo é comparar a busca contemporânea por aprimoramento cognitivo com práticas semelhantes em nosso passado recente. 

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© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de; FACHIN, Patricia Ribolli. 2018. "Passado e presente do debate sobre a ética do aprimoramento cognitivo no Brasil: Da 'Mocidade pervitínica' à 'Geração Ritalina'". In: Crisp, Roger; Dall'Agnol, Darlei; Savulescu, Julian; Tonetto, Milene (org.). Ética Aplicada e Políticas Públicas. Florianópolis: Editora da UFSC, p.99-118.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Os disparos de Gilberto Amado contra o poeta Annibal Teophilo em 1915 e o árduo percurso para a profissionalização do trabalho de escritor no Brasil (artigo / 2018)

Em 1915 o poeta gaúcho Annibal Theophilo foi morto a tiros pelo então deputado federal Gilberto Amado. O crime ocorreu na cidade do Rio de Janeiro, ao final de um evento literário promovido pela recém-fundada Sociedade Brasileira dos Homens de Letras. O poeta Olavo Bilac era o presidente de honra da associação. O objetivo da Sociedade Brasileira dos Homens de Letras era promover a profissionalização do ofício de escritor no Brasil. 

Este artigo reconstrói as circunstâncias do crime de 1915 tendo principalmente em vista os diversos relatos publicados em jornais e revistas da época. O artigo procura também mostrar que apenas em 2015, cem anos após a morte de Annibal Theophilo, os objetivos da Sociedade Brasileira dos Homens de Letras foram plenamente assegurados no Brasil.

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figura 1: Revista Careta26 de junho de 1915, p. 8 ]
figura 2: Revista Fon Fon26 de julho de 1915, p. 20 ]
figura 3: Revista Fon Fon26 de julho de 1915, p. 22 ]

© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de. 2018. “Os disparos de Gilberto Amado contra o poeta Annibal Teophilo em 1915 e o árduo percurso para a profissionalização do trabalho de escritor no Brasil”. In: Fênix: Revista de História e Estudos Culturais, vol. 14, n. 2, p. 1-17.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

A Poética de Aristóteles e as humanidades digitais: Da análise dos clássicos à criação de algoritmos (artigo / 2018)

Inteligência artificial nos cursos de literatura? Por que não? Na primeira parte deste artigo, eu discuto a Poética de Aristóteles, mais especificamente o modo como Aristóteles descreve a estrutura da narrativa dramática no contexto da antiguidade. 

Na segunda parte do artigo mostro como, a partir do século XIX, surgiram algumas tentativas de se representar visualmente a estrutura da narrativa dramática, tal como ela foi descrita por Aristóteles na Poética

Graças a desenvolvimentos recentes no âmbito da computação e da inteligência artificial, a representação gráfica da estrutura narrativa de obras literárias pode agora também ser gerada por algoritmos. Na parte final do artigo eu discuto então algumas possíveis implicações da utilização de inteligência artificial na análise de obras literárias e textos filosóficos. A principal implicação diz respeito à redefinição, ou pelo menos ampliação, do conceito de "leitor."

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© Como citar este artigo: 
ARAUJO, Marcelo de. 2018. "A Poética de Aristóteles e as humanidades digitais: Da análise dos clássicos à criação de algoritmos". Viso: Cadernos de Estética Aplicada, vol. 22, p. 110-131. (ISSN 1981-4062).

[ outros artigos sobre tema ]

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A visão mais ampla possível: Direito e literatura em "A Balada de Adam Henry", de Ian McEwan (artigo / 2018)

Esse artigo foi escrito em conjunto com Clara Savelli. Ele resulta de uma apresentação que fizemos no Curso de Extensão em Direito e Literatura, na Faculdade de Direito da UFRJ, em abril de 2018. O artigo explora a relação entre direito e literatura no romance A Balada de Adam Henry, de Ian McEwan, originalmente publicado como Children Act, em 2014.
Trecho do artigo:
Em A Balada de Adam Henry podemos acompanhar a rotina de Fiona Maye, uma juíza experiente e que ao longo de sua carreira teve de lidar com muitos casos difíceis. Agora ela tem um novo desafio nas mãos: decidir se Adam Henry, um jovem de 17 anos, que é testemunha de Jeová, deve receber, contra a sua própria vontade, a transfusão de sangue necessária para salvar sua vida. Como ele é menor de idade, ainda que prestes a completar 18 anos, cabe a Fiona decidir seu futuro. Fiona tem que fundamentar sua decisão com base no Children Act, que determina que o bem “bem-estar” do menor deve sempre prevalecer. A dificuldade, porém, consiste justamente em saber o que vai promover o bem-estar de Adam: permitir que ele seja coerente com a religião que decidiu abraçar, sem comprometer os laços que o unem à sua família e à comunidade em que vive, ou forçá-lo a receber o tratamento. A juíza procura então dar ouvidos a todas as partes. Sua intenção é poder alcançar a visão mais ampla possível a respeito do caso.

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© Como citar este artigo:
SAVELLI, Clara; ARAUJO, Marcelo de. 2018. "A visão mais ampla possível: Direito e literatura em A Balada de Adam Henry, de Ian McEwan". In: Jota, 30 de maio de 2018.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Por que escrever um romance se você pode muito bem escrever um programa de computador? Chatbots e o futuro da literatura (artigo / 2018)


O livro Androides sonham com carneiros elétricos?, de Philip K. Dick, completou 50 anos este mês. A obra ficou mais conhecida pela adaptação para o cinema como Blade Runner, em 1982. ELIZA, de Joseph Weizenbaum, completou 50 anos também. Pouca gente ainda se lembra: ELIZA foi o primeiro programa de computador capaz de manter uma conversa com seres humanos. Mas o que essas as duas obras podem ter em comum além da idade? 

A primeira é uma obra de ficção sobre robôs. A segunda é um robô inspirado numa obra de ficção. Tanto Androides quanto ELIZA levantam questões sobre nossa relação com as máquinas. As duas obras tratam da pergunta sobre até que ponto programas de computador poderiam se tornar tão inteligentes a ponto de se passarem por seres humanos. Tanto uma quanto a outra, com outras palavras, nos levam a especular se não poderíamos criar um dia máquinas que possam realmente pensar, ou que pelo menos sejam capazes de passar no famoso “teste de Turing”.

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© Como citar este artigo: 
ARAUJO, Marcelo de. 2017. "Por que escrever um romance se você pode muito bem escrever um programa de computador? Chatbots e o futuro da literatura". In: Instituto Humanitas Unisinos, São Leopoldo, 5p., 5 abirl, 2018. 
(doi: 10.13140/RG.2.2.13015.78245).

quinta-feira, 8 de março de 2018

O avanço tecnológico e os desafios éticos: Pesquisadores da UFRJ representam a América Latina em projeto internacional (entrevista / 2018)

Em dezembro de 2017 a Prof. Maria Clara Dias e eu demos um depoimento para a revista Rio Pesquisa, da FAPERJ, para falarmos sobre nossa participação no Projeto SIENNA. 

O Projeto Sienna é financiado pela Comissão Europeia no âmbito do programa Horizonte 2020, com um orçamento de 4 milhões de euros para um período de execução de três anos e meio, até 1 de abril de 2021. O projeto, coordenado pelo Prof. Philip Brey (Universidade de Twente, Holanda), é sustentado por um consórcio de pesquisa integrado por 11 instituições. A UFRJ é a única universidade da América Latina participante do projeto.  

O objetivo do projeto é promover um exame crítico acerca das implicações éticas e jurídicas decorrentes de três tipos específicos de tecnologia, a saber: aprimoramento humano, genômica humana, e inteligência artificial. Em seguida, o projeto pretende desenvolver diretrizes éticas e jurídicas para regular o uso dessas tecnologias.

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[ Projeto Sienna ]

© Como citar o texto dessa entrevista:
MOTTA, Débora. 2017. "O avanço tecnológico e os desafios éticos: Pesquisadores da UFRJ representam a América Latina em projeto internacional que propõe debate sobre os impactos do uso das novas tecnologias em áreas como a de engenharia genética". In: Rio Pesquisa (FAPERJ), vol. 41, ano 11, p. 14-18.