Mostrando postagens com marcador Climate Change. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Climate Change. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de maio de 2026

Addressing global risks through ante-factum and post-factum mitigation: Different meanings of the term mitigation across climate and pandemic debates (article / 2026)

The term mitigation plays a central role in both climate change and pandemic debates, yet it is used with markedly different – and often conflated – meanings across these domains. This article offers a systematic conceptual analysis of mitigation by distinguishing between ante-factum mitigation and post-factum mitigation. Ante-factum mitigation refers to measures aimed at reducing the likelihood that a harmful event will occur, whereas post-factum mitigation concerns efforts to prevent the worst consequences of an event that has already materialized.

Drawing on the history of climate ethics, the paper shows how early ambiguities surrounding mitigation, adaptation, and prevention re-emerged in pandemic ethics, particularly before and during the COVID-19 pandemic. The analysis demonstrates that much confusion in policy and ethical debates stems from shifting objects of mitigation rather than from substantive disagreement about goals. Clarifying these distinctions is essential for evaluating preparedness, response, and responsibility in the governance of global risks. The article concludes that conceptual precision regarding mitigation is indispensable for coherent ethical analysis and effective policymaking in both climate and pandemic contexts

[ PDF ]

© Como citar este capítulo:
Araujo, M. de, Fior, P. and Sousa, A.M.D. (2026) "Addressing global risks through ante-factum and post-factum mitigation: different meanings of the term mitigation across climate and pandemic debates", Filosofia Unisinos, 27(1), pp. 1–16. Available at: https://doi.org/10.4013/fsu.2026.271.15.
.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Mudanças climáticas: O que a geração atual deve à “Geração Overshoot” por uma questão de justiça? (Chapter / 2025)

 

Há um consenso crescente na comunidade científica segundo o qual a quantidade de gases do efeito estufa já emitida torna a emergência de um overshoot inevitável. Neste capítulo, denominaremos “Geração Overshoot” a geração que viverá durante esse período. Nossa hipótese é que o debate contemporâneo sobre as implicações éticas e políticas das mudanças climáticas é, em larga medida, marcado por uma concepção equivocada de “transição justa”. 

Trata-se de uma concepção equivocada porque o debate contemporâneo negligencia a distinção entre a Geração Overshoot e a geração que viverá a partir do século XXII, que denominaremos aqui “Geração Pós-Overshoot”. Idealmente, o sucesso do Acordo de Paris beneficiaria a Geração Pós-Overshoot. No entanto, mesmo que as metas de longo prazo do Acordo de Paris sejam cumpridas e que, assim, a Geração Pós-Overshoot venha a ser beneficiada pelos esforços da geração atual em prol de uma “transição justa”, a Geração Overshoot terá de arcar com todas as desvantagens de viver sob o clima mais inóspito já registrado na história da civilização. 

A “transição justa”, tal como correntemente compreendida, é supostamente justa porque contempla os interesses da geração atual e os interesses da geração que viverá a partir do início do século XXII, quando, idealmente, terminaria o período de overshoot. No entanto, a transição, como pretendemos mostrar a seguir, não será justa para com a Geração Overshoot.

[ PDF ]
[ e-book ]

© Como citar este capítulo:
Araujo, M. and Fior, P. (2025) "Mudanças climáticas: O que a geração atual deve à 'Geração Overshoot' por uma questão de justiça?". In: N. Oliveira and J. Tauchen (eds) Artificial Intelligence and Sustainability: Bioethics, Neuroethics, and AI Ethics. 1st edn. Editora Fundação Fênix, pp. 193–209. Available at: https://doi.org/10.36592/9786554602730-10.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

History Repeats Itself. Next Time as Tragedy: The Ethics of Climate Adaptation for the Overshoot Generation (article / 2025)

 

In spite of the widespread recognition that effective climate policies require both mitigation and adaptation, the history of the climate ethics debate shows that the balance between adaptation and mitigation policies has been anything but stable. Although some researchers did indeed support a well-balanced mix of mitigation and adaptation strategies in the Villach (1985) and Toronto (1988) conferences, throughout the 1980s most people favoured adaptation over mitigation. This contrasts with preference for mitigation over adaptation in the 1990s and early 2000s, almost to the point of entirely discrediting the relevance of climate adaptation policies. It was not until the early 2010s that adaptation and mitigation came to be seen as equally important to address climate change. 

We argue that by mid-century  if not earlier  adaptation policies are likely to be seen, again, as more urgent than mitigation. The reason for this is that most mitigation pathways to the achievement of the Paris Agreement goals involve a temperature overshoot, which will constrain the generation living under the overshoot period – the ‘overshoot generation’ – to prioritize adaptation policies as a matter of survival. Even on the assumption that the overshoot generation will emit less than the current and the past generations have emitted, the overshoot generation will have to deploy massively as-yet unproven carbon removal technologies in order to mitigate the unmitigated emissions of the past. We call this process ‘retroactive mitigation’. 

This raises pressing issues of transgenerational justice. We conclude the paper with four policy recommendations for the benefit of the overshoot generation.

[ PDF ]

© Como citar este artigo:
Araujo, M. and Fior, Pedro. (2025) "History repeats itself. Next time as tragedy: The ethics of climate adaptation for the Overshoot Generation", Ethics, Policy & Environment, pp. 1–24. Available at: https://doi.org/10.1080/21550085.2025.2574258.

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Defining Research Priorities on Climate-Sensitive Infectious Disease Justice for South America (capítulo / 2025)

 

Abstract: Setting research priorities helps to optimise responses to climate-sensitive infectious diseases. When it comes to infectious disease justice, it is essential to identify the just paths for building resilience. This is particularly challenging in the area of climate-sensitive infectious diseases, in which available adaptation paths differ depending on epidemic evolution and future mitigation scenarios. Moreover, due to the communicable nature of infectious diseases and poorly controlled borders, transformative changes are necessary for controlling climate-sensitive infectious diseases in regions such as South America (SA). Attributable to the particularities of this continent, some containment measures, such as lockdowns or school closures, can create unjust burdens, as the case of the COVID-19 pandemic has shown. This study shows the outcome of a philosophical conversation aimed to identify the regional background conditions that make climate-sensitive infectious disease justice in SA necessary and possible.

© Como citar este capítulo:
Rekers, Romina, Marcelo De Araujo, Timothy Daly, Pedro Fior, et al. "Defining research priorities on climate-sensitive infectious disease justice for South America" In Climate Change and Health: Perspectives from Developing Countries, edited by Walter Leal Filho and Franziska Wolf. Climate Change Management. Springer Nature Switzerland, 2025. https://doi.org/10.1007/978-3-031-93177-2_13.

Tribunal da ONU declara que mudanças climáticas ameaçam a humanidade (entrevista / 2025)

 

Contribuição para reportagem da TV Brasil sobre mudanças climáticas. A entrevista começa em 1:45.   

Trecho da redação:

"O Tribunal Internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou, pela primeira vez, que as mudanças climáticas são uma ameaça real à humanidade. E um outro organismo alerta que o planeta atinge, nesta quinta-feira (24), a sobrecarga do consumo de recursos naturais. É como se, a partir de amanhã, o planeta precisasse usar o cartão de crédito para bancar o consumo até o fim do ano. 

A decisão da mais alta Corte das Nações Unidas pode dar base jurídica para a responsabilização de estados em ações relacionadas a questões relacionadas à emergência climática como poluição, desmatamento e emissões de gases de efeito estufa. 

O parecer da Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, na Holanda, foi aprovado por unanimidade pelos 15 juízes do tribunal. O documento sustenta que os estados têm obrigação legal de proteger o sistema climático e de cumprir os acordos internacionais."

© Como citar este artigo:
Araujo, Marcelo de (2025) "Tribunal da ONU declara que mudanças climáticas ameaçam a humanidade". Entrevista à TV Brasil, EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), 24 de julho de 2025. https://tvbrasil.ebc.com.br/reporter-brasil-tarde/2025/07/tribunal-da-onu-declara-que-mudancas-climaticas-ameacam-humanidade

quinta-feira, 6 de março de 2025

Crise climática já condena uma geração inteira a nascer e viver sob condições de calor sem precedentes (artigo / 2025)

 

Artigo para The Conversation Brasil

Trechos:

"Em um cenário otimista, se as metas do Acordo de Paris forem cumpridas, a crise climática terá sido resolvida ao final do século 21. Até lá, porém, a crise deve se agravar em meados deste século, quando muito provavelmente ocorrerá um período de “overshoot” (do inglês, ultrapassar). Durante esse período, a temperatura média do planeta deverá estar acima da meta proposta pelo Acordo." 

"Após este período de overshoot - que pode durar de uma a várias décadas -, a temperatura começará a cair até se estabilizar em 1,5°C na virada do século 21 para o século 22."

"A geração que fatalmente viverá suas vidas inteiras dentro dentro deste período de calor sem precedentes na história da humanidade já tem nome: “Geração Overshoot”.

[ artigo completo ]

© Como citar este artigo: 
Araujo, Marcelo de; Fior, Pedro. 2024. "Crise climática já condena uma geração inteira a nascer e viver sob condições de calor sem precedentes". In: The Conversation, 15 de janeiro de 2025. https://theconversation.com/crise-climatica-ja-condena-uma-geracao-inteira-a-nascer-e-viver-sob-condicoes-de-calor-sem-precedentes-247432 

Republicado por:

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Ten Years After the Paris Agreement: The Tragedy of the Overshoot Generation (artigo / 2025)

 

The Paris Agreement will be ten years old in 2025. It is a good opportunity, then, to reassess the feasibility of its long-term goals and understand what they mean for the current and for the next generations. 

In a very optimistic scenario, if the goals of the Paris Agreement are achieved, the climate crisis will have been solved by the end of the 21st century. In the meantime, though, the crisis will worsen, as temperature overshoot is very likely to occur by the middle of the century. During the overshoot period, our planet’s average temperature exceeds 1.5°C above pre-industrial levels, which is the threshold proposed by the Paris Agreement. At the end of the overshoot period, which could last from one to several decades, the temperature will begin to fall until it eventually stabilises at 1.5°C at the turn of the century. 

Conflicting interests of three different generations are at stake here, namely: (1) the interests of the current generation, (2) those of the overshoot generation, and (3) the interests of the post-overshoot generation. Given the unequal distribution of power across generations, it is likely that the current generation will tend to further their own interest to the detriment of the overshoot generation, even if, in the end, the climate policies enforced by the current generation do indeed fulfil the interests of the post-overshoot generation. The implications for international relations are momentous, as we intend to show in this article.

[ PDF ]

© Como citar este artigo:
Araujo, Marcelo de; Fior, Pedro. 2025. "Ten Years After the Paris Agreement: The Tragedy of the Overshoot Generation". In e-International Relations, 7 Janeiro 2025. https://www.e-ir.info/2025/01/07/ten-years-after-the-paris-agreement-the-tragedy-of-the-overshoot-generation/ 

terça-feira, 18 de junho de 2024

History repeats itself. Next time as tragedy: The ethics of climate adaptation for the overshoot generation (pre-print article / 2024)

In spite of the widespread recognition that effective climate policies require both mitigation and adaptation, the history of the climate ethics debate shows that the balance between adaptation and mitigation policies has been anything but stable. Although some researchers did indeed support a well-balanced mix of mitigation and adaptation strategies in the Villach (1985) and Toronto (1988) conferences, throughout the 1980s most people favoured adaptation over mitigation. This contrasts with preference for mitigation over adaptation in the 1990s and early 2000s, almost to the point of entirely discrediting the relevance of climate adaptation policies. It was not until the early 2010s that adaptation and mitigation came to be seen as equally important to address climate change. 

In this paper, we argue that by mid-century adaptation policies are likely to be seen, again, as more urgent than mitigation. The reason for this is that most mitigation pathways to the Paris Agreement involve a temperature overshoot, which will constrain the generation living under the overshoot period – the “overshoot generation” – to prioritize adaptation policies as a matter of survival. Even on the assumption that the overshoot generation will emit less than the current and the past generations have emitted, the overshoot generation will have to deploy massively as-yet unproven carbon removal technologies in order to mitigate the unmitigated emissions of the past. We call this process “retroactive mitigation”. We conclude the paper with four policy recommendations for the benefit of the overshoot generation.

[ PDF ]

© Como citar este artigo:
Araujo, Marcelo de and Fior Mota de Andrade, Pedro, "History repeats itself. Next time as tragedy: The ethics of climate adaptation for the overshoot generation" (June 11, 2024). Available at SSRN: https://ssrn.com/abstract=4862217 or http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.4862217.

sábado, 30 de março de 2024

Urgentes e necessárias, políticas de adaptação climática enfrentam dilemas éticos no Brasil e no mundo (artigo / 2024)

 

Artigo para The Conversation Brasil.

Trechos:

"A solução para se conter o aquecimento global é a mesma para todos os países: reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), especialmente o dióxido de carbono (CO2). Esta é uma medida de mitigação. Mas ainda que todos os países resolvessem implementar imediatamente políticas de mitigação radicais, a crise climática não seria resolvida de um dia para o outro. Para se lidar com as mudanças climáticas são necessárias também políticas de adaptação." 

"Diferentemente das políticas para mitigação, as estratégias de adaptação devem ser específicas para cada cenário regional. Isto significa que diferentes países e regiões exigirão políticas de adaptação distintas. Por exemplo, no contexto brasileiro, a escassez de água na Região Nordeste pode contrastar diretamente com o excesso de chuvas na Serra Fluminense, resultando na necessidade de ações adaptativas específicas para cada realidade." 

"Da interação entre políticas de adaptação e políticas de mitigação surgem dilemas éticos que ainda não foram devidamente discutidos no Brasil."

[ artigo ]

© Como citar este artigo:
Araujo, Marcelo de; Fior, Pedro. 2024. "Urgentes e necessárias, políticas de adaptação climática enfrentam dilemas éticos no Brasil e no mundo". In The Conversation Brasil, 5 de fevereiro de 2024. https://theconversation.com/urgentes-e-necessarias-politicas-de-adaptacao-climatica-enfrentam-dilemas-eticos-no-brasil-e-no-mundo-222130 

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Ética climática é incontornável em planeta em ebulição (2023 / Artigo em Jornal de Notícia)

Artigo sobre a "ética climática" como nova modalidade de disciplina filosófica. Publicado na Folha de São Paulo em agosto de 2023.

Trechos:

"Para o Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, não se trata mais só de falarmos em aquecimento global: “A era da ebulição global chegou”. As implicações éticas das mudanças climáticas são monumentais. E para tratar desse problema já existe uma nova disciplina filosófica: a “ética climática”, que vem se consolidando como um âmbito de investigação próprio nos últimos anos." 

"A ética climática é uma disciplina nova porque as mudanças climáticas suscitam questões éticas e políticas que, tradicionalmente, foram examinadas como domínios de investigação separados, tais como a bioética, a teoria das relações internacionais, o direito internacional, a ética animal, a filosofia política, o direito ambiental etc."

"As mudanças climáticas envolvem temas discutidos em todas essas disciplinas, mas o problema é que nenhuma delas oferece sozinha teorias normativas robustas e metodologias adequadas para a discussão de todos os problemas éticos decorrentes das mudanças climáticas."

"No dias de hoje, rejeitar o negacionismo não significa mais simplesmente aceitar as evidências científicas de que o clima do planeta está mudando em decorrência de atividades humanas, mas aceitar também que esse fenômeno gera uma intricada malha de questões éticas e políticas que não podem ser teorizadas de modo adequado no âmbito de disciplinas isoladas. Essas questões exigem o aprofundamento teórico e o aprimoramento metodológico de uma nova disciplina filosófica: a ética climática."

[ PDF ]

© Como citar este artigo:
Araujo, Marcelo de. “Ética climática é incontornável em planeta em ebulição”. Ilustríssima, Folha de São Paulo, 9 de agosto de 2023. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2023/08/etica-climatica-e-incontornavel-em-planeta-em-ebulicao.shtml 

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Climate change and pandemics: feasibility constraints on mitigation and adaptation (capítulo / 2022)

The COVID pandemic required states to overcome several soft constraints that also stand in the way of effective climate action. This suggests that, contrary to a common line of thought in the climate debate, effective actions to address climate change are feasible. 

Yet two particularly robust soft constraints remain. They can be shown to be most significant for climate mitigation and less relevant for pandemic and climate adaptation policies. We call them “geopolitical constraints” and “proximity constraints”. The latter divide into spatial and temporal proximity constraints. We argue that states might, indeed, succeed in addressing geopolitical constraints on effective climate action. But temporal proximity constraint remains a robust constraint on long-term global climate policies. This partly explains why climate mitigation policies have been less than successful. 

The chapter shows that the more a policy requires strong international cooperation and strong transgenerational cooperation for the benefit of future generations, the harder it is to address the relevant constraints. We argue that overcoming temporal proximity constraints requires primarily changes in institutional design, both at domestic and international levels, rather than changes in human psychology.


© Como citar este artigo:
Araujo, M. de and Meyer, L.H. (2022) "Climate change and pandemics: Feasibility constraints on mitigation and adaptation". In E. Schulev-Steindl et al. (eds) Climate Change, Responsibility and Liability. Baden-Baden: Nomos (volume 1), pp. 41–74

Esta pesquisa conta com o apoio financeiro da FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa).

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Ética pandêmica e reponsabilidade coletiva: impedir, mitigar, e adaptar-se (vídeo / 2022)

Nesta palestra eu examino algumas semelhanças e diferenças entre políticas públicas para se enfrentar pandemias e políticas públicas para se enfrentar as mudanças climáticas. 

Eu sugiro que a ética pandêmica deve emergir nos próximos anos como um campo de investigação filosófica relativamente autônomo no âmbito da ética aplicada, exatamente como ocorreu com a ética climática e a neuroética há cerca de vinte anos. Eu discuto também alguns conceitos-chave como "mitigação ante-factum" e "mitigação post-factum" e proponho ainda uma estrutura metodológica básica que pode se mostrar promissora no estabelecimento da ética pandêmica como um campo de investigação próprio no âmbito da ética aplicada. 

Agradeço a Fernando Oliveira pelo convite para a realização dessa palestra. Essa pesquisa teve início em 2020 através da iniciativa CAPES-PrInt, que permitiu ao Prof. Lukas Meyer (Universidade de Graz, Áustria) visitar o Programa de Pós-Graduação da UFRJ para realização de um curso sobre ética climática. Essa pesquisa contou também com o apoio do CNPq e da FAPERJ.

[ vídeo da palestra ]

[ Power Point ]

[ artigo completo sobre "Ética pandêmica" ]

© Como citar esta apresentação:
Araujo, Marcelo de, "Ética pandêmica e reponsabilidade coletiva: impedir, mitigar, e adaptar-se". Terceira semana acadêmica do curso de Filosofia EAD da UFPEL Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), 6 de junho de 2021. Disponível em https://youtu.be/LfBB_PnYNBU.

terça-feira, 7 de junho de 2022

Césio-137, Coronavírus, e a perspectiva das vítimas: Uma comparação sistemática entre duas crises que abalaram o sistema de saúde pública no Brasil (1987 e 2020) (capítulo de livro / 2022)

O césio-137 e o coronavírus estão no epicentro das piores crises na área de saúde pública pelas quais já passou o Brasil. O primeiro causou, em 1987, em Goiânia, o maior desastre radiológico de que se tem notícia até hoje; o segundo, só em 2020, custou a vida de quase 200 mil brasileiros e brasileiras. 

Mas a despeito de todas as semelhanças entre uma catástrofe e a outra, parece não ter havido muita discussão sobre como a experiência adquirida na gestão da primeira crise poderia ser relevante para a elaboração de estratégias eficazes para a gestão da segunda, inclusive com vistas à elaboração de medidas para prevenir futuras crises semelhantes na área da saúde. A comparação entre uma crise e a outra, como pretendo mostrar aqui, é bastante significativa no que concerne à quantidade de semelhanças relevantes.

[ PDF ]

© Como citar este capítulo de livro:
Araujo, Marcelo de (2022) "Césio-137, Coronavírus, e a perspectiva das vítimas: Uma comparação sistemática entre duas crises que abalaram o sistema de saúde pública no Brasil (1987 e 2020)". In Biodireito e Direitos Humanos. Loureiro, Claudia; Garcia, Maria (org.). Curitiba: Instituto Memória, pp. 235-258. (ISBN: 978-85-5523-455-2).

Quadro sinóptico com relações de parentesco entre as principais vítimas do acidente.

Esta pesquisa contou com o apoio financeiro da FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa).

quarta-feira, 22 de abril de 2020

The COVID-19 Pandemic and Climate Change: Why Have Responses Been So Different? (artigo / 2020)


O surgimento do COVID-19 como uma ameaça global levou os estados e a sociedade civil a tomar medidas radicais para limitar a propagação do novo vírus. Essas medidas são inéditas na história mundial recente e se assemelham ao esforço de guerra em tempos de conflitos violentos internacionais.

Apesar das evidências crescentes de que as mudanças climáticas também terão conseqüências devastadoras para a humanidade nas próximas décadas, os governos e a sociedade civil têm se empenhado muito menos em adotar medidas efetivas para evitar mudanças climáticas. Por quê?

Seria talvez possível alegar que temos muito mais tempo para mitigar as emissões de efeito estufa e nos adaptar ao novo ambiente no futuro, do que temos para conter o avanço do COVID-19 agora. Mas isso é apenas parte da verdade.

[ site ]
[ PDF ]

© Como citar este artigo:
MEYER, Lukas; Araujo, Marcelo de. 2020. "The COVID-19 pandemic and climate change: Why have responses been so different?". E-International Relations, 20 abril 2020, 6p.

Repercussão do artigo:

SIENNA Project (21/04/2020). "COVID-19 and climate change".

University of Graz. (27/04/2020). Interdisciplinary Doctoral Programme: Human Rights, Democracy, Diversity and Gender Spring 2020.

Rádio Universitária Uberlândia (07/05/2020). Podcast de 10 min em português. In: Quem sabe faz a hora. Programa da Rádio Universitária Uberlândia FM (107,5 MHz). Apresentação de Alcino Bonella. Uberlândia, 7 de maio de 2020.

Der Standard [ PDF ] (06.05.2020). "Klima und Corona im Spiegel der Philosophie".

Die Presse [ site ] [ PFD ] (09/05/2020). "Die Klimakrise ist weit weg, Corona ist nah".

Observatório do Clima (14/05/2020). Entrevista transmitida ao vivo pelo Facebook.

Organic News Brasil (15/05/2020). "Estudo analisa correlação entre Covid-19 e mudança climática".