Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Machines as Writers? Algorithms in the production of literature (palestra / 2020)

Sistemas de inteligência artificial para a produção de textos, como por exemplo GPT-3, vêm se tornando cada vez mais sofisticados. Mas será que em algum momento eles poderão se passar por escritores e pesquisadores profissionais? 

Em 2020, eu discuti essa questão em duas palestras na Universidade de Graz, Áustria. A primeira palestra, sobre textos acadêmicos gerados por AI, ocorreu num mundo pré-pandemia, em janeiro de 2020, em Graz. A segunda palestra, sobre o uso de AI para a produção e análise de textos literários, ocorreu online, em dezembro de 2020.  Eu reuni aqui os slides das duas apresentações num único arquivo PPT. A primeira parte (slides 2-32) é sobre AI e textos acadêmicos, a segunda parte (slides 33-71) é sobre AI e literatura. 

Agradeço aos colegas da Universidade de Graz, Lukas Meyer, Barbara Reiter, e Anne-Kathrin Reulecke, pelo convite para as palestras e pelo excelente debate que ocorreu em seguida.

Em setembro de 2019 eu apresentei um trabalho sobre o mesmo tema no evento "Workshop Artificial Intelligence and Ethical Issues", na Universidade de Konstanz. Agradeço a Federica Basaglia pelo convite. 

No mês seguinte, em outubro de 2019, eu retornei ao tema no programa de mestrado internacional EELP - Ethics, Economics, Law And Politics da Universidade de Bochum com a palestra, "Robot as Co-Author. Ethical Implications from the Use of AI for the Generation of Academic Texts"

[ PPT ]

© Como citar este artigo: 
ARAUJO, Marcelo de. 2021. "Machines as Writers? Algorithms in the production of literature". Slides para apresentação na Universidade de Graz, 22 de janeiro de 2020 (Parte 1) e 9 de dezembro de 2020 (Parte 2). DOI 10.13140/RG.2.2.18050.09922.  

O tema das palestras foi também abordados no livro Novas Tecnologias e Dilemas Éticos. 

sábado, 14 de dezembro de 2019

"Disclaimer – This is a work of fiction": The relationship between law and literature in the novels "The Children Act", by Ian McEwan, and "The Pale King", by David Foster Wallace (artigo / 2019)

O objetivo deste artigo é explorar uma relação ainda pouco examinada no debate sobre direito e literatura. 

A tese defendida nesse artigo é que o direito, no âmbito da produção cultural contemporânea, e mais especificamente nos romances A balada de Adam Henry (2014) de Ian McEwan, e O rei Pálido (2011) de David Foster Wallace, pode não apenas ser objeto de uma narrativa de ficção. O direito tem também o poder de criar o espaço da ficção. 

Compete ao direito, no contexto da produção cultural contemporânea, caracterizar uma dada narrativa como uma obra de ficção.

[ PDF English]
[ PDF em português]
[ Site da revista ]

© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de; SAVELLI, Clara. 2019. "Disclaimer – this is a work of fiction: The relationship between law and literature in the novels The Children Act, by Ian McEwan, and the Pale King, by David Foster Wallace". Anamorphosis: Revista Internacional de Direito e Literatura, vol. 5, n. 1.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Os disparos de Gilberto Amado contra o poeta Annibal Teophilo em 1915 e o árduo percurso para a profissionalização do trabalho de escritor no Brasil (artigo / 2018)

Em 1915 o poeta gaúcho Annibal Theophilo foi morto a tiros pelo então deputado federal Gilberto Amado. O crime ocorreu na cidade do Rio de Janeiro, ao final de um evento literário promovido pela recém-fundada Sociedade Brasileira dos Homens de Letras. O poeta Olavo Bilac era o presidente de honra da associação. O objetivo da Sociedade Brasileira dos Homens de Letras era promover a profissionalização do ofício de escritor no Brasil. 

Este artigo reconstrói as circunstâncias do crime de 1915 tendo principalmente em vista os diversos relatos publicados em jornais e revistas da época. O artigo procura também mostrar que apenas em 2015, cem anos após a morte de Annibal Theophilo, os objetivos da Sociedade Brasileira dos Homens de Letras foram plenamente assegurados no Brasil.

[ PDF ] 
[ site da revista ]

[ figura 1: Revista Careta, 26 de junho de 1915, p. 8 ]
[ figura 2: Revista Fon Fon, 26 de julho de 1915, p. 20 ]
[ figura 3: Revista Fon Fon, 26 de julho de 1915, p. 22 ]

© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de. 2018. “Os disparos de Gilberto Amado contra o poeta Annibal Teophilo em 1915 e o árduo percurso para a profissionalização do trabalho de escritor no Brasil”. In: Fênix: Revista de História e Estudos Culturais, vol. 14, n. 2, p. 1-17.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

A Poética de Aristóteles e as humanidades digitais: Da análise dos clássicos à criação de algoritmos (artigo / 2018)

Inteligência artificial nos cursos de literatura? Por que não? Na primeira parte deste artigo, eu discuto a Poética de Aristóteles, mais especificamente o modo como Aristóteles descreve a estrutura da narrativa dramática no contexto da antiguidade. 

Na segunda parte do artigo mostro como, a partir do século XIX, surgiram algumas tentativas de se representar visualmente a estrutura da narrativa dramática, tal como ela foi descrita por Aristóteles na Poética. 

Graças a desenvolvimentos recentes no âmbito da computação e da inteligência artificial, a representação gráfica da estrutura narrativa de obras literárias pode agora também ser gerada por algoritmos. Na parte final do artigo eu discuto então algumas possíveis implicações da utilização de inteligência artificial na análise de obras literárias e textos filosóficos. A principal implicação diz respeito à redefinição, ou pelo menos ampliação, do conceito de "leitor."

[ PDF ]
[ site da revista ]  

© Como citar este artigo: 
ARAUJO, Marcelo de. 2018. "A Poética de Aristóteles e as humanidades digitais: Da análise dos clássicos à criação de algoritmos". Viso: Cadernos de Estética Aplicada, vol. 22, p. 110-131. (ISSN 1981-4062).

[ outros artigos sobre tema ]

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A visão mais ampla possível: Direito e literatura em "A Balada de Adam Henry", de Ian McEwan (artigo / 2018)

Esse artigo foi escrito em conjunto com Clara Savelli. Ele resulta de uma apresentação que fizemos no Curso de Extensão em Direito e Literatura, na Faculdade de Direito da UFRJ, em abril de 2018. O artigo explora a relação entre direito e literatura no romance A Balada de Adam Henry, de Ian McEwan, originalmente publicado como Children Act, em 2014.
Trecho do artigo:
Em A Balada de Adam Henry podemos acompanhar a rotina de Fiona Maye, uma juíza experiente e que ao longo de sua carreira teve de lidar com muitos casos difíceis. Agora ela tem um novo desafio nas mãos: decidir se Adam Henry, um jovem de 17 anos, que é testemunha de Jeová, deve receber, contra a sua própria vontade, a transfusão de sangue necessária para salvar sua vida. Como ele é menor de idade, ainda que prestes a completar 18 anos, cabe a Fiona decidir seu futuro. Fiona tem que fundamentar sua decisão com base no Children Act, que determina que o bem “bem-estar” do menor deve sempre prevalecer. A dificuldade, porém, consiste justamente em saber o que vai promover o bem-estar de Adam: permitir que ele seja coerente com a religião que decidiu abraçar, sem comprometer os laços que o unem à sua família e à comunidade em que vive, ou forçá-lo a receber o tratamento. A juíza procura então dar ouvidos a todas as partes. Sua intenção é poder alcançar a visão mais ampla possível a respeito do caso.

[ artigo online ]
[ PDF ]

© Como citar este artigo:
SAVELLI, Clara; ARAUJO, Marcelo de. 2018. "A visão mais ampla possível: Direito e literatura em A Balada de Adam Henry, de Ian McEwan". In: Jota, 30 de maio de 2018.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Por que escrever um romance se você pode muito bem escrever um programa de computador? Chatbots e o futuro da literatura (artigo / 2018)


O livro Androides sonham com carneiros elétricos?, de Philip K. Dick, completou 50 anos este mês. A obra ficou mais conhecida pela adaptação para o cinema como Blade Runner, em 1982. ELIZA, de Joseph Weizenbaum, completou 50 anos também. Pouca gente ainda se lembra: ELIZA foi o primeiro programa de computador capaz de manter uma conversa com seres humanos. Mas o que essas as duas obras podem ter em comum além da idade? 

A primeira é uma obra de ficção sobre robôs. A segunda é um robô inspirado numa obra de ficção. Tanto Androides quanto ELIZA levantam questões sobre nossa relação com as máquinas. As duas obras tratam da pergunta sobre até que ponto programas de computador poderiam se tornar tão inteligentes a ponto de se passarem por seres humanos. Tanto uma quanto a outra, com outras palavras, nos levam a especular se não poderíamos criar um dia máquinas que possam realmente pensar, ou que pelo menos sejam capazes de passar no famoso “teste de Turing”.

[ PDF ]
[ online ]

© Como citar este artigo: 
ARAUJO, Marcelo de. 2017. "Por que escrever um romance se você pode muito bem escrever um programa de computador? Chatbots e o futuro da literatura". In: Instituto Humanitas Unisinos, São Leopoldo, 5p., 5 abirl, 2018. 
(doi: 10.13140/RG.2.2.13015.78245).

domingo, 10 de dezembro de 2017

Quem precisa de crítica literária? Algoritmos já leem romances e conseguem analisar a estrutura de obras de ficção (2017)


Qual é característica distintiva de uma boa obra de ficção? Por que algumas obras literárias têm a capacidade de capturar nossa atenção a ponto de não conseguirmos mais largar o livro? Essa é uma questão bastante antiga. Na antiguidade Aristóteles escreveu um tratado de filosofia sobre esse tema chamado Poética. 

Mas Aristóteles só foi capaz de identificar a estrutura narrativa típica das grandes narrativas de ficção porque ele conhecia praticamente todas as peças de teatro de sua época . No entanto, face à enorme quantidade de obras de ficção publicadas em nossos dias, ninguém mais pode ter a expectativa de ler um vasto conjunto de obras literárias na tentativa de identificar algumas estruturas narrativas comuns.

Não seria então possível delegarmos a máquinas a tarefa de “ler” obras literárias em nosso lugar? Uma máquina não poderia talvez identificar os “arcos emocionais” comuns a diversas obras literárias com mais precisão do que qualquer ser humano? Na verdade, isso já vem ocorrendo. Esse artigo é sobre o uso de inteligência artificial para leitura e análise de obras literárias. Publicado no Estadão em outubro de 2017.

[ PDF ]
[ Estadão ]

© Como citar este artigo: 
ARAUJO, Marcelo de. 2017. "Quem precisa de crítica literária? Algoritmos já leem romances e conseguem analisar a estrutura de obras de ficção". In: Jornal Estadão, 31 de outubro de 2017. (doi: 10.13140/RG.2.2.33056.69121).

Eu retomo esse tema no livro: Novas Tecnologias e Dilemas Éticos.

sábado, 9 de julho de 2016

Intertextualidade, metaficção e autoficção: Fronteiras da narrativa de ficção na literatura do início do século XXI (2016)

Na literatura da segunda metade do século XX, existem várias obras em que é explícita a alusão e até mesmo a apropriação de elementos de outras obras literárias. Narrativas de ficção que têm como tema a própria produção de narrativas de ficção se tornaram também frequentes na literatura contemporânea. Em algumas obras literárias, a linha que perpassa a fronteira entre a figura do autor e a figura do narrador se tornou bastante fluida. 

O objetivo deste artigo é examinar como algumas obras literárias bem recentes, produzidas nos últimos dez anos, têm levado a intertextualidade, a metaficção, e a autoficção às últimas consequências. Essas obras, como procuro mostrar no artigo, exploram as fronteiras da literatura com as artes visuais, com o plágio, com relatos autobiográficos, e com o universo de textos publicados sob a forma de postagens nas redes sociais. 

[ PDF ]
[ site da revista ]

© Como citar esta artigo: 
ARAUJO, Marcelo de. "Intertextualidade, metaficção e autoficção: Fronteiras da narrativa de ficção na literatura do início do século XXI". Viso, 2016, vol. 18, p. 141-161. (ISSN 1981-4062).