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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Scepticism, Freedom, and Autonomy: A Study of the Moral Foundations of Descartes' Theory of Knowledge (2003)

How much does what we think depend on what we want? Descartes' much-discussed position has often been interpreted to mean that we hold an opinion as the result of a decision. In Scepticism, Freedom and Autonomy, Araujo argues against this interpretation, asserting that we retain control over our opinions only through selective attention. Even for this limited control, however, Cartesian Scepticism implies the possibility of self-delusion, symbolized in the writings of Descartes by the figure of the evil god. Hence, the existence of an evil god would not only cast doubt on our claims to knowledge but also jeopardize our freedom. In this new interpretation, the Cartesian Scepticism, which is usually ascribed only epistemic significance, proves relevant for a fundamental moral question, that of human autonomy in general.

 


© Como citar este livro:
ARAUJO, Marcelo de: Scepticism, Freedom, and Autonomy: A Study of the Moral Foundations of Descartes' Theory of Knowledge. Berlim / Nova York: De Gruyter, 2003. (ISBN 311017538X).

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Quem você pensa que é? (2015 / ficção)

Este conto foi selecionado pela Editora Inverso para integrar uma coletânea reunindo alguns dos melhores textos de literatura fantástica produzidos recentemente no Brasil. Embora seja uma obra de ficção, este conto trata de uma questão filosófica relevante: qual função a literatura poderia ainda ter num mundo em que computadores passam a ter a capacidade de escrever contos, romances, e peças de teatro? 

Isso parece ficção científica, sem dúvida, mas já existem computadores capazes de escrever fábulas para crianças, reportagens esportivas, e narrativas simples. Não acredita?  É só conferir por exemplo esses artigos:

"Once upon a bot: can we teach computers to write fiction?" (2014, novembro)

A pergunta então é a seguinte: ainda haverá lugar para escritores no futuro? Este texto, por paradoxal que possa parecer, é uma obra de ficção sobre o futuro da ficção!  

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[ site da editora ]

O conto faz referências, de modo explícito ou implícito, a obras literárias e ao material que consultei durante a pesquisa. Para conferir é só acessar: referências.

© Como citar este conto: 
ARAUJO, Marcelo de: "Quem você pensa que é?". In:  Paralelos: Contos Fantásticos. Ed. Cristina Jones. Curitiba: Inverso, 2015. 
(ISBN 978-85-62266-93-5).

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Was Descartes a Cartesian? Descartes, Quine and “Epistemology Naturalized” (2014)

Abstract: In this paper I intend to argue for an interpretation of Descartes’ theory of knowledge that may be called “Descartes’ naturalized epistemology”. Against Willard Quine, and the tradition of interpretation that followed the publication of Quine’s “Epistemology naturalized” in 1969, I intend to show that Descartes himself thought of his investigation into the nature of human knowledge as an intellectual project coherent with the method of the sciences of his own time. In many respects, as I intend to show, Descartes was neither “Cartesian” nor a strict “rationalist” as Quine’s characterization of Cartesian epistemology suggests.

[ PDF ]
[ site da revista ]

© Como citar este artigo: 

ARAUJO, Marcelo de: "Was Descartes a Cartesian? Descartes, Quine and 'Epistemology Naturalized'". In: Revista Estudos Hum(e)anos. 2013, n. 7, vol. 2, p. 3-14.

terça-feira, 4 de março de 2014

René Descartes e a Refutação do Ceticismo: Verdade, Coerência, e Correspondência (2014)

Resumo: Nós temos uma infinidade de crenças sobre o mundo à nossa volta. Mas dentre todas as crenças que temos, como separarmos aquelas que são verdadeiras daquelas que são falsas? Para dar uma resposta a essa pergunta, René Descartes propôs um método radical: colocar em dúvida todas as nossas as crenças, e aceitar então como verdadeiras apenas aquelas com relação às quais não pairasse mais nenhuma sombra da dúvida metódica. A partir das crenças que "passam" no teste da dúvida, Descartes procura em seguida reconstruir todo o conhecimento humano sobre novos fundamentos. Por colocar tudo em dúvida, Descartes foi muitas vezes visto como um cético. Mas por tentar também superar as dúvidas que ele próprio se colocou, Descartes oferece uma vigorosa refutação do ceticismo.

Este livro tem como objetivo examinar a teoria do conhecimento de Descartes e o seu projeto de refutar o argumento cético. Marcelo de Araujo examina em detalhe não apenas as obras filosóficas mais conhecidas de Descartes, como as Meditações Metafísicas, o Discurso do Método, e os Princípios da Filosofia, mas também cartas, textos científicos, e até mesmo uma "entrevista" na qual Descartes retoma e esclarece vários tópicos de sua filosofia. A figura que emerge da interpretação proposta por Marcelo de Araujo mostra um filósofo comprometido com o método das ciências empíricas de sua época, e com uma concepção de verdade que apenas mais tarde, no contexto do século XX, será retomada de modo sistemático, a da verdade como coerência.

[ Disponível em: Livraria da Amazon ]

© Como citar este livro:
ARAUJO, Marcelo de: René Descartes e a Refutação do Ceticismo: Verdade, Coerência, e Correspondência. São Paulo: KDP, 2014, 181p. 
ISBN: 978-85-918597-0-2

Um outro livro em que me ocupo da questão do ceticismo em Descartes é:

ARAUJO, Marcelo de: Scepticism, Freedom, and Autonomy: A Study of the Moral Foundations of Descartes' Theory of Knowledge. Berlim / Nova York: De Gruyter, 2003. (ISBN 311017538X).

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Grotius, Descartes e o problema do ceticismo no século XVII: As origens filosóficas do debate jusnaturalismo vs. positivismo legal (2011)



Resumoobjetivo deste texto é contribuir para uma compreensão da história do debate entre jusnaturalismo e positivismo legal. Esse debate teve sua origem no século XVII, mais especificamente no contexto do ceticismo moderno acerca dos fundamentos da legitimidade do exercício da autoridade política.  As respostas de Hugo Grotius e René Descartes ao problema do ceticismo, como se pretende mostrar, contribuíram para a emergência do debate entre jusnaturalismo e positivismo legal.



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© Como citar este argigo:
ARAUJO, Marcelo de: "Grotius, Descartes e o problema do ceticismo no século XVII: As origens filosóficas do debate jusnaturalismo vs. positivismo legal". Síntese, v. 38, n. 120, 2011, p. 5-26.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Teorias do Juízo e Voluntarismo Doxástico no Debate Epistemológico Contemporâneo (2010)

Resumo: A epistemologia moderna foi bastante marcada pela discussão de "teorias do juízo". Teorias do juízo, no entanto, foram se tornando cada vez menos comuns na discussões sobre os fundamentos do conhecimento humano. O conceito de "proposição", em algum momento, parece ter substituído o conceito de "juízo". Teorias do juízo foram praticamente eliminadas do debate epistemológico contemporâneo. Neste artigo, eu examino algumas razões que levaram ao abando de teorias do juízo ao longo do século XX. Em seguida, examino em linhas gerais a possibilidade e limites de uma reintrodução da discussão sobre teorias do juízo no contexto da epistemologia contemporânea.

Este artigo resulta de um projeto de pesquisa iniciado na Universidade de Konstanz em 2002. O texto foi originalmente escrito em inglês. O projeto de pesquisa em inglês é também disponibilizado aqui.

PDF do artigo ]
site da revista ]
[ PDF projeto de pesquisa sobre juízos ]

© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de: "Teorias do Juízo e Voluntarismo Doxástico no Debate Epistemológico Contemporâneo". In: Ensaios Filosóficos, v. 1, 2010, p. 42-53.

domingo, 4 de dezembro de 2011

A questão da liberdade em Descartes (1998)

Resumo: O objetivo deste texto é esclarecer o conceito de liberdade em René Descartes. O texto procura mostrar de que forma a refutação que Descartes apresenta contra o argumento cético tem de levar em consideração uma teoria sobre a liberdade humana. Essa teoria é examinada por Descartes na "Quarta Meditação" das Meditações Metafísicas

O texto disponibilizado aqui é o primeiro de uma série de estudos sobre a questão da liberdade em Descartes que publiquei a partir de 2002. 

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© Como citar este capítulo de livro: 
ARAUJO, Marcelo de: "A questão da liberdade em Descartes". In: (org.) Sofia Albornoz Stein. Ética e Política. Goiana: Editora da UFGO, 1998, p. 73-89.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Descartes on Mathematical Truths: Coherence and Correspondence in the Refutation of Scepticism (2006)

In this paper I argue against a traditional line of interpretation which assumes that Descartes would have committed himself to a conception of truth as correspondence in the context of mathematical knowledge. I show that what is at stake in the context of mathematics is not really correspondence, but coherence. In order to establish this thesis, I initially show why Descartes, unlike other philosophers in the tradition of philosophy of consciousness, such as Berkeley, Hume, and Kant, had to provide a proof of the existence of the external world as a response to external world scepticism. Then, I demonstrate that Descartes’ metaphysical doubt – the hypothesis according to which it may well be the case that we are constantly deceived by an evil God whenever we make a knowledge claim – aims, in fact, at two different problems. On the one hand, it calls into question the very existence of the external world, but on the other it also questions the notion of evidence as a reliable criterion of truth. 

I show that while the first problem was never formulated before Descartes, the second problem had already been formulated in the context of the Pyrrhonic sceptical tradition. As a result of the distinction between the problem of the external world and the problem of the criterion of truth, I will attempt to show how Descartes, in the Meditations, committed himself to two different conceptions of truth, namely truth as correspondence and truth as coherence. In his attempt to refute scepticism relative to the existence of the external world, Descartes understands the concept of truth as correspondence. But in his attempt to refute scepticism relative to the criterion of truth, as I intend to show, Descartes has in mind a coherentist conception of truth.

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[ site da revista ]

© Como citar este artigo: 
ARAUJO, Marcelo de: "Descartes on Mathematical Truths: Coherence and Correspondence in the Refutation of Scepticism". In: History of Philosophy Quarterly, v. 23, 2006, p. 319-337. ISSN: 0740-0675.

Duas diferentes formulações da dúvida cética em Descartes (1996)

Resumo: Esse artigo trata da discussão sobre a interpretação do conceito de verdade na epistemologia de Descartes. A pergunta que se coloca é a seguinte: Descartes teria se comprometido com uma concepção "coerentista" ou com uma concepção "adequacionista" de verdade nas Meditações?Procuro mostrar que Descartes emprega dois diferentes argumentos céticos nas Meditações, e que isso se reflete em sua concepções de verdade. 

Esse texto resulta de uma conferência que fiz no Centro de Ética e Filosofia da Mente, na UFRJ, em 1996. A ideia central do texto foi mais tarde retomada em um artigo publicado em inglês e disponível para download no seguinte neste link.

[ PDF do texto da conferência] 

© Como citar o texto dessa conferência: 
ARAUJO, Marcelo de: "Duas diferentes formulações da dúvida cética em Descartes". Trabalho apresentado no Centro de Ética e Filosofia da Mente, UFRJ/IFCS, 1996, 39 páginas. BIBLIOTECA NACIONAL, 2012, registro 564.008 / 1.076 / 66.

Reason, method, and the problem of the circle (1998)

 https://drive.google.com/file/d/0B6dyNye8hIcAZUtqRnBmNkdtQmc/view
Este ensaio trata do problema do "círculo" em Descartes. A questão que se coloca é: em que medida Descartes consegue dar uma resposta ao problema do ceticismo sem se comprometer com um círculo vicioso em seu argumento? 

Para tratar dessa questão o texto discute a ideia de verdade como coerência e discute a interpretação proposta por Harry Frankfurt no livro Demons, Dreamers, and Madmen: The Defense of Reason in Descartes's Meditations (1970).

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© Como citar este texto: 
ARAUJO, Marcelo de: "Reason, method, and the problem of the circle". Doktorandenkolloquium (Universität Konstanz, Philosophische Fakultät, 1998), 13p. (Registro Biblioteca Nacional, 2012, 564.011 / 1.076 / 69).

Descartes and the irrestibility of clear and distinct ideas

A teoria do conhecimento de Descartes pressupõe uma importante tese de psicologia da cognição, a saber: não somos capazes de fixar o foco de nossa atenção sobre um mesmo conteúdo durante um longo intervalo de tempo. Essa tese tem consequências sem precedentes para a compreensão da metafísica de Descartes.


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© Como citar este texto: 
ARAUJO, Marcelo de: "Descartes and the irrestibility of clear and distinct ideas". Doktorandenkolloquium (Universität Konstanz, Philosophische Fakultät, 1999), 7p. (Registro 564.012 / 1.076 / 70, Biblioteca Nacional, 2012).

Descartes' theory of knowledge and the externalist criticism of it (1999)

Resumo: Este ensaio trata da questão do ceticismo em Descartes. Mais especificamente, o texto examina o modo como o denominado "externalismo" em epistemologia rejeita algumas posições que Descartes defende nas Meditações

Esse texto foi originalmente preparado como um trabalho para apresentação em um colóquio na Universidade de Konstanz, Alemanha, em 1999. 

Esse texto não foi publicado, mas algumas ideias desenvolvidas nesse trabalho foram retomadas depois em artigos e capítulos de livros sobre a filosofia de Descartes.

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© Como citar este texto: 
ARAUJO, Marcelo de: "Descartes' theory of knowledge and the externalist criticism of it". Paper presented at the Doktorandenkolloquium. Konstanz: University of Konstanz, 1999, 5p. [Biblioteca Nacional, 2012, registro 563.996 / livro 1.076 / folha 54].

'Análise de Estruturas' na Articulação do Problema do Ceticismo e Verdade no Pensamento de Descartes (1994)

Trecho da introdução:  

"Nossa questão gira em torno da relação entre o pensamento de Descartes e Ceticismo. Para compreendê-la adequadamente, devemos estar aqui especial mente atentos ao modo de exposição empregado. Isto porque, desde já um problema se apresenta nos horizontes de nossa investigação: como seria possível analisarmos a questão da relação entre Descartes e o Ceticismo sem, necessariamente, assumirmos uma perspectiva puramente histórica? Ora, parece haver claras evidências históricas segundo as quais Descartes teria travado estreito contato com textos de autores céticos, que tiveram forte penetração nas discussões de sua época. Ainda que possamos localizar possíveis ecos destas discussões em seus próprios textos, não verificamos porém qualquer referência explícita ao Ceticismo no corpo sistemático das Meditações, obra que, como afirma Martial Guéroult, contém o essencia1 da metafísica cartesiana."

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© Como citar este artigo: 
ARAUJO, Marcelo de: "'Análise de estruturas' na articulação do problema do ceticismo e verdade no pensamento de Descartes". TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), Universidade Federal do Rio de Janeiro, Departamento de Filosofia. 1993. Orientador: Prof. Dr. Raul Landim, 66p. (Texto registrado na Biblioteca Nacional).