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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Cyberwar, political realism, and world state (2013)

Em junho de 2016 a OTAN passou a reconhecer a internet como um novo espaço para operações militares. Expressões como “cyber attack” e “cyberwar” vão se tornando cada vez mais correntes na imprensa. Na discussão filosófica sobre as relações internacionais, existem muitas teorias sobre "guerra justa". Mas até que ponto essas teorias seriam capazes de dar conta dessa nova modalidade de combate?

Este artigo foi apresentado em novembro de 2013 na PUC de Porto Alegre durante o 6th International Symposium on Justice. A tese que defendo no texto é que os avanços tecnológicos que ocorreram na área militar entre o final da Segunda Guerra Mundial e a revolução da informação que presenciamos em nossos dias tornaram obsoletas as teorias tradicionais sobre “guerra justa”. Nosso maior desafio hoje em dia não é tanto o de repensar os princípios de justiça que devem ser aplicados dentro do sistema de Estados. O maior desafio hoje é pensarmos em uma alternativa à própria estrutura do sistema de Estados.  

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© Como citar este artigo: 
ARAUJO, Marcelo de. 2013. "Cyberwar, political realism, and world state". In 6th International Symposium on Justice, Porto Alegre (Brazil): The Pontifical Catholic University. DOI: 10.13140/RG.2.1.2687.1445.

sábado, 14 de setembro de 2013

Biografias não autorizadas: a quem pertence a memória nacional? (2013)

Resumo: Este artigo trata da discussão em torno da proibição à publicação de biografias não autorizadas no Brasil, seja pelo próprio biografado ou por seus herdeiros. Embora a Câmara dos Deputados tenha aprovado em abril de 2013 uma lei que passa a permitir a publicação de biografias não autorizadas, o recurso interposto posteriormente por um deputado exige que a matéria seja submetida à discussão no Plenário da Câmara. O artigo examina de que forma a proibição às biografias não autorizadas tem representado uma violação do direito à liberdade de expressão e uma ameaça à construção de uma memória nacional no Brasil.




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© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de: "Biografias não autorizadas: a quem pertence a memória nacional?". In: O Flu Revista, Niterói, n. 235, 8 de setemebro de 2013, p. 34.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Eutanásia, ortotanásia, e suicídio assistido: A ética do respeito à dignidade e à autonomia de pacientes em estágio terminal (2013)

Resumo: Nos últimos anos a legislação brasileira que trata da proteção da dignidade e da autonomia de pacientes em estado terminal passou por importantes transformações. A nova legislação brasileira foi bem recebida por um amplo segmento da sociedade, incluindo-se aí a comunidade médica, a igreja católica, e jornalistas. A discussão em torno desse tema passou a ser articulada em torno do conceito de “ortotanásia”. O objetivo deste artigo consiste em, por um lado, apresentar argumentos em favor do suicídio-assistido, uma prática atualmente proibida pela legislação brasileira, mas que seria, como se procura mostrar, coerente com os fundamentos morais da nova legislação brasileira. Por outro lado, procura-se mostrar também que o conceito de “ortotanásia” é inteiramente inadequado para uma discussão pública ampla desse tema, pois ele envolve, de modo implícito ou explícito, idéias teológicas e metafísicas que podem não se compartilhadas por um amplo segmento da sociedade.


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© Como citar este capítulo de livro:
ARAUJO, Marcelo de: "Eutanásia, ortotanásia, e suicídio assistido a ética do respeito à dignidade e à autonomia de pacientes em estágio terminal". In:Ethic@, 2013, v.12, n.1, p. 15-24.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Liberdade de expressão e a questão das biografias não autorizadas no Brasil: a quem pertence a memória nacional? (2013)

Resumo: O presente artigo teve por objetivo investigar a forma como a atual legislação brasileira, que trata da publicação de biografias não autorizadas, tem representado um obstáculo à produção de conhecimento historiográfico e uma ameaça à gradual constituição de uma memória nacional. O artigo procurou também comparar a situação brasileira, no que concerne à produção e publicação de biografias, com a de outros países de tradição democrática. Enquanto países como, por exemplo, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, e Austrália dispõem de programas específicos para a produção de conhecimento biográfico acerca de personagens relevantes de suas respectivas histórias, o Brasil, em função da legislação atual, não apenas não possui programas desse tipo como também desestimula a produção e publicação de pesquisa nessa área.


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© Como citar este texto:
ARAUJO, Marcelo de: "Liberdade de expressão e a questão das biografias não autorizadas no Brasil: a quem pertence a memória nacional?". In: Revista de Direito e HumanidadesSão Caetano do Sul, n. 25, 2013, p. 1-6.