Quantos amigos você tem no Facebook? Mais de 150? Então alguns talvez não sejam realmente seus amigos. A questão é saber por quê.
O antropólogo Robin Dunbar propôs há alguns anos que o número máximo de indivíduos com os quais podemos manter relações pessoais, e cultivar laços de amizade, é de aproximadamente 150 pessoas. Isso ocorre por causa de uma limitação cognitiva de seres humanos, e não pela falta de interesse em expandir nosso círculo de amizade.
O objetivo deste artigo é examinar algumas implicações que a hipótese de Dunbar tem para a filosofia moral. A ideia central que proponho aqui é que a "justiça" é uma convenção social indispensável para que possamos interagir de modo cooperativo no contexto de grupos que ultrapassam o "numero de Dunbar". O artigo retoma, por um lado, a teoria da justiça proposta por David Hume na terceira seção de Uma Investigação sobre os Princípios da Moral, e, por outro lado, a hipótese de Dunbar acerca do número máximo de indivíduos com os quais uma pessoa pode manter relações sociais estáveis.
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© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de: "David Hume e o 'número de Dunbar': uma abordagem evolucionista sobre os fundamentos da moralidade". In: Veritas, 2016, v. 61, n. 1, p.89-106. DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-6746.2016.1.21659.
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segunda-feira, 9 de maio de 2016
terça-feira, 19 de maio de 2015
Moralidade positiva e moralidade crítica (2015)
Resumo: Crenças e atitudes morais podem variar bastante de uma sociedade para outra. Mesmo no interior de uma mesma sociedade, as crenças e atitudes morais predominantes podem variar ao longo da história dessa sociedade. As crenças e atitudes morais predominantes em uma determinada sociedade, em uma determinada época, constituem a "moralidade positiva" dessa sociedade. Mas seria possível de alguma forma avaliarmos moralmente a "moralidade positiva"? Neste artigo apresento razões para darmos uma resposta afirmativa a essa questão. A avaliação moral da "moralidade positiva" deve recorrer aos princípios gerais da "moralidade crítica". A concepção de "moralidade crítica" que defendo neste artigo envolve uma retomada e interpretação da filosofia moral de David Hume. Na última parte deste artigo procuro também mostrar como obras de formação, tais como romances, documentários, filmes, e certos tipos de obras de arte podem participar do processo de deliberação racional próprio da "moralidade crítica".
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© Como citar este artigo:
ARAUJO, Marcelo de: "Moralidade positiva e moralidade crítica". In: Veritas, 2015, v. 60, n. 1, p. 148-166.
DOI: 10.15448/1984-6746.2015.1.19306
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ARAUJO, Marcelo de: "Moralidade positiva e moralidade crítica". In: Veritas, 2015, v. 60, n. 1, p. 148-166.
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